No alto da montanha, ergue-se a escuridão Trovões rasgam o véu da criação O vento ruge, o mundo cai em dor Mas um homem resiste, portando o ardor A chuva açoita, o tempo quer ruir O fogo vacila, mas não vai cair Em seus olhos brilha o juramento antigo De ser a chama, o último abrigo Sombras tentam me engolir Mas meu espírito não vai ceder! Sou o último guardião da luz! Contra o caos, meu grito reluz! Mesmo que o céu desabe em vão Carrego a aurora em minha mão! No coração do trovão há um chamado O eco dos deuses há muito calado Cada relâmpago escreve o destino Do homem que enfrenta o divino Que venha a noite, que venha o fim! Minha chama arde dentro de mim! Sou o fogo que desafia o além Sou a luz que jamais se rende a ninguém! Sou o último guardião da luz! Na tempestade, minha alma conduz! Mesmo que o mundo em trevas se vá Meu clarão eterno brilhará! E quando o silêncio enfim reinar Da escuridão, meu nome ecoará Sou o último guardião da luz! Contra o caos, meu grito reluz! Mesmo que o céu desabe em vão Carrego a aurora em minha mão! Sou o último guardião da luz! Na tempestade, minha alma conduz! Mesmo que o mundo em trevas se vá Meu clarão eterno brilhará!