Sinos tocam, muralhas ruem Ecos de glória, que já não fluem Da poeira ergue-se o som do aço Chamando os reis, ao seu fracasso! O aço resiste, mas quebra no olhar Promessas queimam, sem se apagar! As coroas brilham, manchadas de engano Tiranos reinam, em nome do humano! A chama vacila, o céu se fechou O poder consome, quem o forjou! O último reino, tombou na ilusão! O fogo devora, a própria nação! Heróis em ruínas, clamando perdão Mas reinam nas cinzas, da corrupção! Juram lutar, por glória e dever Mas o ódio é tudo, que sabem ter! O trono vazio, exige o seu preço E cada vitória, é mais um tropeço! Entre muralhas, de ferro e pecado O homem se ergue, mas segue acorrentado! A chama do trono, insiste em brilhar Mesmo que o reino, precise sangrar! O último reino, o fim da razão! A forja é mestra, da corrupção! Nos salões quebrados, ecoam os gritos Do povo que luta, e dos reis malditos! O último reino, em fogo coroado! Da chama ao aço, o mundo é forjado! O trono é de cinzas!, e ainda lutamos Pra sentar sobre ele, enquanto queimamos!