Flor humilde, delicada Cor de rosa enrubescida Vive só, desconhecida Dos encantos descuidada Alma triste, sertaneja Sem vaidade, sem temor É uma inata e linda flor Que deslumbra e que viceja Alma simples, sertaneja No seu meio sonhador Entre cantos, casta e pura Com o ardor da natureza Acalienta-lhe a beleza E colora a formosura No seu peito virginal Inda o amor não despertou Outro ser que inda encontrou Que pusesse, num madrigal No seu peito virginal Onde a luz do céu brilhou Flor humilde, delicada Que beleza sem igual És a graça virginal Na rudeza abandonada Tu és a deusa Tu és a fada Tu és a graça virginal