Diz Que Sim

Francisco Alves

Composición de: Francisco Alves/Gilberto de Andrade
Eu vivo tonto, vivo zonzo, delirante
Meu sossego está distante
A incerteza mora em mim

Por que não deixa de uma vez a indecisão
Com a boca diz que não
Com os olhos diz que sim

Na boca fala só o dever, sempre exigente
Mas nos olhos, eloquente
O que fala é o coração

Então por que me torturar, ai, tanto assim
Com os olhos diz que sim
Com a boca diz que não

O meu amor foi bem depressa, foi voando
E nos seus olhos pousando
Fez um ninho cantador

Mas o dever, ruim, feroz e carrancudo
Destroçou e deixou mudo
O ninho do nosso amor

Não pode ser, não deve ser, não está direito
Em amor não há preceito
Não há dever, nem razão

Guarde, querida, esta palavra na garganta
E a palavra só encanta
Quando vem do coração

Eu vejo bem a luz azul que está bailando
Dentro dos seus olhos quando
Sua boca diz que não

É a luz de amor que quer silêncio e quer coragem
E só entende a linguagem
Que nos fala ao coração
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