Eu dei um migué, disse que não valia nada Que o meu coração de vaqueiro não voltava pra parada Pensei que essa mulesta ia chorar, ia aperrear Mas ela trocou a lágrima por um arrasta-pé Tá na pista, arretada, com um perfume de luxo Me encarando com a cara de quem diz: Você é um basculho Ela tá me humilhando, dançando no osso, sem dó Enquanto eu abilolado morgo aqui no forró Pode vir, que hoje o grave me esculhamba Ela tá na liga, eu tô na desgrama O piseiro é a vingança, a batida é o gás Eu sou o fuleiro do passado, ela é a rainha de paz! Pisa! Pisa! Na cara do arrependido! Ela tá no 12, eu tô fodido aqui sozinho! Poeira sobe, o coração desce! Eu dou ave Maria, ela dá graças a Deus e esquece! Ela não tá morgada, nem bisonha (triste) no canto Seu corpo arrochado no ritmo, é um canto Derrubou o boi errado e acertou o passinho Trocou meu nome por meu boy, me dá um cheirinho A bagaceira dela agora é a minha dor Ela tá rindo alto, achando o seu valor Eu aqui, amarrado (mesquinho) no meu whisky caro Tentando esquecer que fui o boy que ela jogou no jarro (jogou fora) Pode vir, que hoje o grave me esculhamba Ela tá na liga, eu tô na desgrama O piseiro é a vingança, a batida é o gás Eu sou o fuleiro do passado, ela é a rainha de paz! Pisa! Pisa! Na cara do arrependido! Ela tá no 12, eu tô fudido aqui sozinho! Poeira sobe, o coração desce! Eu dou ave Maria, ela dá graças a Deus e esquece!