O passado A infância O mal que veio assombrar Destruir Esmagar Impedir de brilhar Sonhos coloridos desbotam no cinza A inocência morre onde a maldade pisa Aprendi cedo que a vida é letal Entre o certo e o errado, tudo é brutal Alienação (manipulação) Desvirtuação Pragas que corroem a alma dos meus irmãos Nossas crianças Futuro da nação Não dá mais pra aguentar E nem mais aceitar Cada infância manchada, a desesperança De um futuro melhor, que jamais vai chegar Foram anos perdidos mergulhados na dor Suplicando ao vazio um resto de amor Nuvem negra no céu, na minha boca o fel Condenado ao açoite de um chicote cruel Não dá mais Cada cicatriz em uma alma inocente É um grito que ecoa Eternamente O ciclo girou, a vida compensou O reflexo no espelho: Pai, agora eu sou Não projeto em ti minhas falhas e medos Mas te guio pra longe desses velhos segredos Minha visão, meu coração Imperfeito e real, é minha redenção final Planto hoje a semente que eu não recebi Pra que o teu amanhã não sangre o que eu sangrei aqui A nuvem dissipou, o gosto amargo passou Pois o amor que eu te dou Minha coroa que plantou Eu te vi crescer, eu te vi lutar Agora o teu ser começa a despertar Trilha o teu caminho ao lado do meu Honra absoluta Que o céu me concedeu Foi Deus quem me deu Minha carne Meu sangue O presente que o senhor me deu Foi Deus Quem me deeu