Estou cansado desse mundo podre A injustiça governa do topo Porcos engravatados cospem regras Ratos no poder, devorando o que somos Cansado de ver a desigualdade Onde a maldade virou o padrão A vida vale menos que o lucro E a dor é estatística na televisão Eu desisti de mudar o mundo Parei de tentar ser melhor A humanidade é um fardo pesado E eu não aguento mais sustentar essa dor Nada faz sentido! Nada tem valor! Minha mente martela O eco dessa dor Existência mecânica Sangue inocente no chão Viver é um castigo Sem direito a perdão! Sem redenção Sem salvação Respiro por quem é meu irmão Acordo e levanto, o peso é o mesmo Sou justo por eles, cumprindo o meu termo Mesmo quando o mundo me obriga a ser nada Eu sigo em pé pela mão estendida Por eles não desabo Por eles não caio Mas minha armadura Já está em pedaços! Cada dia que passa: Menos um! Cada ano que passa: Mais perto do fim! Não é pressa É contagem! Não é desejo É abismo! E o tempo devora O que restou de mim! Eu sei que essa dor não passa Eu sei que não há cura O tempo não traz alívio Só aumenta a tortura Eu conto os segundos Rezando no escuro Nada mais faz sentido! Nada mais tem valor! Mas eu sigo existindo Com toda essa dor! Eu não vivo por esse mundo Não aceito esse horror Vivo por aqueles Que me tratam com amor! Eu não corro do fim Eu apenas espero Conto os dias No meu próprio deserto O mundo apodrece E minha marcha avança Eu sou o regente Da última dança Eu sou o regente Da minha última dança! Minha última dança! Minha última dança!