O vento toca a pele sem pedir permissão Passa pela rua e pelo coração Não pergunta nome nem posição Ele só segue em mesma direção Cruza o asfalto e o chão de areia Entra no castelo e na aldeia Não vê fraqueza nem coroa Só sente a vida que ecoa Quando ele sopra ninguém manda Ele não julga quem anda Tudo que vive sente igual No sopro livre e natural O vento não escolhe lados Não separa os mundos humanos Ele ensina sem explicar Que todo corpo pode respirar O vento não escolhe lados Ricos pobres misturados Na mesma dança a girar Todo mundo aprende a voar Vi o vento brincar no olhar cansado E também no sorriso bem cuidado Passa no forte e no frágil Faz do impossível algo viável Quando o vento muda o caminho Leva medo leva espinho Deixa só o essencial O que é vivo é igual Se ele entra pela janela Não pergunta quem mora nela Só convida pra sentir Que existir já é dividir O vento não escolhe lados Não separa os mundos humanos Ele ensina sem explicar Que todo corpo pode respirar O vento não escolhe lados Ricos pobres misturados Na mesma dança a girar Todo mundo aprende a voar