Por oito horas apertando botões Fingindo não sentir o gosto amargo Negando o massacre e a derrota Ocultos sob o falso sorriso largo Sonhos ruins de um futuro condenado A máquina cria as gaiolas mais bizarras Obsoletos, meus joelhos falham Sob o peso dos códigos de barras Comprar, vender, calar, viver A rotina corrói, porém, oscila Da alienação ao mais profundo tédio Uma religião que a nada religa Suportando desprezo e o assédio Sonhos ruins de um futuro condenado A máquina cria as gaiolas mais bizarras Obsoletos, meus joelhos falham Sob o peso dos códigos de barras