Meu mouro manso de soga Conhecedor das estradas Farejador das pousadas Quando me encontro sozinho Nas noites que ando ausente Meu mouro sabe o caminho Orelhano sem ter marca Pertencente ao mundo antigo Guarda segredos comigo De carpeteios e amores Nos fogões grande de tropas Recuerdo dos corredores Se foram as tropas quedaram o cincerro Restaram os arreios guardados na vila E as tropas de maio, lembrança e saudade Restou na verdade o mouro que encilho E agora de tropa entregue Tempo largo que se foi Sumiu na volta da estrada Os gritos de eira boi Tropa, tropa, marcha, marcha Opa, opa, venha boi Restaram eu e o meu mouro Num tempo que já se foi Foi pingo feito na estrada Pra alguma paga de doma Parceiro em ronda redonda Num cruze de contrabando Taureando num tempo ausente Vem eu e o mouro orelhano Foi-se os pingos dos tropeiros Veio a marca e o sobrenome O oficio de tu consome Por razões da própria lida De tarca, reponta os dias O que lhe resta da vida Se foram as tropas quedaram o cincerro Restaram os arreios guardados na vila E as tropas de maio, lembrança e saudade Restou na verdade o mouro que encilho E agora de tropa entregue Tempo largo que se foi Sumiu na volta da estrada Os gritos de eira boi Tropa, tropa, marcha, marcha Opa, opa, venha boi Restaram eu e o meu mouro Num tempo que já se foi