Já tá ligado? Ah, tá Prometo que eu não demoro Sei que eu sou bom em me atrasar Devaneios são veias pelo meu corpo Rios desaguam num fluxo de consciência Não quero atrapalhar Conselhos despreparados Fazem me enganar sobre o meu próprio bem Mas pra tirar o peso do meus ombros eu Vou mostrar exatamente o que você fez Pelas costas de mim Quando eu não tava afim De olhar pra trás Não me faça preencher vontades que inventei Não são minhas, eu sei É duro de explicar Eu tentei Fazer de tudo pra me apegar ao presente Pega na minha mão e mente que você me entende Finge o que sente Vem me fazer delirar Em tal presente particular Em tal presente particular Meus dedos sangram enquanto eu toco Pra responder as minhas crenças E o meu tédio não se transforma em ócio Pra calcificar novas ausências Nada é de fato aleatório O que imagino ainda penso em te contar Minha mente vai transbordar Em minhas pulsões eu vou tropeçar Eu não quero ter que acabar Numa mera estatística Não me faça preencher vontades que inventei Não são minhas, eu sei É duro de explicar Eu tentei Fazer de tudo pra me apegar ao presente Pega na minha mão e mente que você me entende Finge o que sente Vem me fazer delirar Em tal presente particular Em tal presente particular Às vezes eu penso que eu penso até demais (até demais) Às vezes eu penso que eu penso até demais (até demais) Às vezes eu penso que eu penso até demais Voltar ao passado pra não encontrar ninguém lá Às vezes eu penso que eu penso até demais (Um, dois, três, quatro) Não me faça preencher vontades que inventei Não são minhas, eu sei É duro de explicar Eu tentei Fazer de tudo pra me apegar ao presente Pega na minha mão e mente que você me entende Finge o que sente Vem me fazer delirar Em tal presente particular Em tal presente particular