É O povo grita e ninguém escuta A conta sempre cai no colo da gente Mas o reggae levanta quem sente Na quebrada, o sol bate quente E o povo corre atrás de um fio de esperança Enquanto isso, lá em cima, meu irmão Tem gente enchendo o bolso e vendendo confiança Escola sem teto Posto sem remédio Rua esquecida pedindo socorro E nego assinando papel com sorriso Como se fosse dono do nosso suor Mas o povo acorda O povo sente Não tem mentira que dure pra sempre Corre não, meu irmão A corrupção que mata volta sempre pro ladrão Sufoca o pobre, tira a vida, seca o chão E ainda posa de santo lá na televisão Mas o reggae bate forte e traz a verdade Porque a justiça do povo não tem idade Criança chorando na fila do hospital Pai cansado, salário que não dá pra nada Na capital, parceiro, o brinde é sangue vermelho Enquanto o povo tenta sobreviver com pouco dinheiro E o campeonato é ver quem rouba mais na madrugada O reggae não cala Reggae não aceita Reggae aponta o dedo e diz Acabou a brincadeira Se a raiz é podre, a árvore cai Quando o povo levanta, ninguém derruba o pai E a batida vem firme pra lembrar Honestidade é o que faz a nação respirar Corre não, meu irmão A corrupção que mata volta sempre pro ladrão Pode correr, pode mentir, pode até disfarçar Mas a verdade chega um dia pra te cobrar E o reggae vibra alto chamando liberdade Porque a voz do povo é a verdadeira autoridade É, o povo acordou E quando o reggae fala Ninguém cala Corre não, meu irmão A corrupção que mata volta sempre pro ladrão Sufoca o pobre, tira a vida, seca o chão E ainda posa de santo lá na televisão Corre não, meu irmão A corrupção que mata volta sempre pro ladrão Sufoca o pobre, tira a vida, seca o chão E ainda posa de santo lá na televisão