Meditando nas câmaras Sendo um discípulo lírico Sem ego alto ou frágil Busco sempre o equilíbrio A paz da flor de lírio Alquimia da flor de lótus Fazendo acontecer Longe dessa vida de rótulos Módulos não é tamanho Tamanho nunca é grandeza Quem não busca os ideais Se concreta em qualquer certeza Destreza é viver sua vida Seguindo o que te apetece Sigo meus sentimentos Fugindo do que apodrece Sexto sentido aguçado Tato, paladar, olfato Audição, de fato, é meu fardo Contradizendo a visão Subversão! Metódico, mas sempre simplório Tô na trincheira da vida Vivendo entre o nascimento E o velório Notório que nosso inferno é pessoal Mente desatenta é morte Porta aberta pro mal Guerra naval no mar de pedra Corais de concreto e aço Nessa era de escassez Escolho dividir meu maço Inferno e céu é só um tecido Eu que decido meu caminho Teci meu destino A partir do meu primeiro suspiro Dinheiro sujo, não se iluda com o brilho (jamais) Senão a última coisa que ouvirá Vai ser o gatilho Elucido meus sentimentos De um jeito lacônico Penso mais do que falo Talvez o mal seja crônico Crônicas de um pensador Que vive e aprende com a dor Vivendo, eu vejo o mal do mundo E o sumiço do amor Rancor não quero pra mim Seus erros pesam no fim O orgulho diferencia O demônio de um querubim A carne sempre diz sim Mas o viver é coisa finda Ainda lembro de vários momentos De quem não tá mais aqui O rir ou o chorar, talvez É o que te faz humano Se permitir sentir Te impede de ser desumano Mano, o amor e a dor São intercambiáveis Aprender a gerenciar Torna as coisas mais estáveis