Mini Hulk, mente de aço Pé pequeno, passo largo Na viela rindo alto, sonho grande em corpo raro Ele estudava em boteco, caderno sujo de café Equação riscada em guardanapo: Um dia ele vai me ver Palhaço Caçarola na TV pintando o riso em madrugada Mini Hulk na frente da tela gritando: Esse é meu camarada Mini Hulk, coração em metal Corre pro circo, destino brutal Motor rugindo, pressa demais No cruzamento ele nunca volta atrás Mini Hulk, luz verde no ar Corpo tão frágil, mente nuclear Quando a curva vira pedra e punhal O show termina em silêncio final As luzes giram, tudo lento, o capacete risca o chão Echoando o último pensamento: Ainda vou apertar sua mão Lá longe, Pililiu na calçada Olho frio, bolso vazio Segue o rastro até a lona onde o riso vira arrepio Camarim cheira a tinta, peruca velha, flor de papel Caçarola canta sozinho, nem imagina o gosto do céu Mini Hulk, coração em metal Corre pro circo, destino brutal Motor rugindo, pressa demais No cruzamento ele nunca volta atrás Mini Hulk, luz verde no ar Corpo tão frágil, mente nuclear Quando a curva vira pedra e punhal O show termina em silêncio Pililiu invade em silêncio, lâmina escondida na manga O riso para, o tempo estanca A plateia grita, a lona sangra Golpe seco, maquiagem cai, a flor no peito não espirra mais Palhaço Caçarola olha pro alto: Garoto, será que você me trai? De repente, branco sem som Nem motor, nem multidão Mini Hulk abre os olhos, pisando nuvem, segurando a razão Lá na beira de um arco-íris, um palhaço senta de cara lavada Você, caçarola? Você, minha risada? Mini Hulk, coração em metal Agora descansa num palco imortal Céu se abre, nada é igual Ídolo e fã no mesmo portal Mini Hulk, sorriso leal Palhaço abraça o seu final Do outro lado do bem e do mal O show recomeça então celestial Pequeno Titã, caçarola rindo além do amanhã A vida corta, o ferro enferruja Mas encontro nenhum se refuga