Você acreditou em cada beijo Cada olhar, cada eu te amo em vão Mas era teatro cruel, e você virou prisão Gentil, previsível demais, ela queria tensão, não paz No idioma secreto do desejo Certeza é sentença de morte Ela corre pro perigo, não pelo carinho Corpo não mente Procura o indomável O frio, o silêncio ardente O monstro é fome, é mistério É presença, não explicação Você foi oceano que afoga Ele foi farol na escuridão Ela não quer adoração Quer ser conquistada em fogo Amor é guerra, é tensão Não conforto, não é jogo Você deu flores, ele deu silêncio Você escreveu poemas, ele deu ausência Ela quis o imprevisível Não um livro aberto em transparência Napoleão perdeu josefina Você perdeu o respeito Não por ser ruim demais Mas por ser bom em excesso Ela queria o leão selvagem Não o que lambe os pés Queria o homem com missão Não o que vive por ela, outra vez O monstro é fome, é mistério É presença, não explicação Você foi oceano que afoga Ele foi farol na escuridão Ela não quer adoração Quer ser conquistada em fogo Amor é guerra Não conforto, não é jogo Silêncio é pressão, ausência é poder No coração dela ecoa a dúvida E se eu estivesse errada sobre você? Reis não esperam, constroem, homens de verdade não imploram O monstro atrai, o trono é frio Mas é seu agora O monstro é fome, é mistério É presença, não explicação Você renasceu da perda Ela virou só lembrança, não prisão Não busque amor, encarne amor Agora é amor que orbita você O monstro em silêncio voltou a viver