Entre névoa e silêncio Dei o primeiro passo Chamaram de louco Por ir longe demais Sequência nove Emoção sob pressão Se eu perco o controle Perco a razão Respiração pesa Mente em colisão Sanidade é base Que rompe a ilusão Um erro vira alteração O coração vacila Más permanece em pé Equilíbrio é guerra Contra a própria fe Sequência oito Sorriso forçado Por fora palhaço Por dentro rasgado O corpo evolui A dor vira aliada Rir demais Sempre cobra depois Projeções na mente Truques no olhar Quanto mais eu engano Menos sei quem sou Cada nível Me afasta do que fui Más me aproxima Do que não devia existir Sequência sete Mente calculada Fórmulas vivas Realidade alterada Palavras moldam O que vai existir Más toda mentira Começa a me seguir Engano o mundo Pago em seguida Conhecimento pesa Mais do que se vê Sequência seis Rostos que não são meus Mil reflexos Ninguém sou eu Roubo identidades Pra sobreviver Cada máscara Apaga o meu ser Sou muitos nomes Nenhum sou eu Se eu parar agora Tudo se perde É o caminho Que ninguém quer trilhar Cada sequência Tenta me quebrar Eu avanço Contra a razão Entre poder E perdição Se enlouquecer É o preço da visão Então eu pago Com tudo que restou Sequência cinco Fios invisíveis Controle absoluto Escolhas terríveis Movo marionetes Sem emoção Cada comando Muda a direção Quanto mais eu domino Menos eu sinto Rei do controle Prisioneiro do instinto Sequência quatro Ilusões em camadas Teatro vivo Verdades forjadas Multiplico cenas Distorço o real Pra manter isso Perco o vital O espetáculo cresce A alma diminui Nem toda vitória Compensa o que eu perdí Sequência três Vozes do passado Conhecimento antigo Tempo quebrado Memórias que não vivi Pesam em mim Segredos demais Pra chegar ao fim Saber tudo É quase desistir Nem toda verdade Quer existir É o caminho Que ninguém quer trilhar Cada sequência Tenta me quebrar Eu avanço Contra a razão Entre poder E perdição Se enlouquecer É o preço da visão Então eu pago Com tudo que restou Sequência dois Milagres na mão O impossível Responde à invocação Desejos atendem Cobram depois Até a morte Hesita ao me ver O mundo se curva Observa atento Esperando a falha Do encerramento Sequência um Conceitos em colapso O que é lei Refaço no espaço Estruturas tremem Quando eu penso Nem deuses dormem Com meu silêncio Sou límite vivo Fronteira final Entre o que existe E o irreal Sequência zero Lógica quebrada Realidade dobra Com minha palavra Não sou destino Nem criação Sou o erro Consciente Da equação Se tudo acabar Vai ser por mim Porque o Louco Atravessou o fim Entre sanidade E transcendência Eu luto com clareza Mesmo sendo o mistério Não sigo profecias Eu as escrevo