Vejo raios de ouro a brilhar Desenhados por mãos de artesão Mas o brilho que me faz chorar É o branco pedaço de pão Tão simples, tão frágil, tão pequeno Escondido no centro da luz O mistério do Deus sereno Meu Senhor e meu Rei, Jesus Não adoro o ouro em volta Nem a prata que o mundo me traz O meu olho busca o centro Onde encontro a minha paz (Onde estás) Eis-me aqui, diante do Ostensório No silêncio desse refeitório Eu te olho e Tu olhas pra mim Num amor que não tem mais fim! És o Sol que não queima, aquece Onde a minha alma padece E renasce no Teu olhar És o dono do meu lugar! Dizem que é apenas pão Mas meu coração sabe ver Que ali bate um Coração Que morreu pra eu poder viver O Infinito se fez limitado Pra caber no meu pobre olhar O Senhor do Universo prostrado No centro deste altar Santo, Santo, Santo! (Te adoramos, Senhor!) Digno, Digno, Digno! (De todo o louvor!) O Céu desceu à terra E está aqui agora! Eis-me aqui, diante do Ostensório No silêncio desse refeitório Eu te olho e Tu olhas pra mim Num amor que não tem mais fim! És o Sol que não queima, aquece Onde a minha alma padece E renasce no Teu olhar És o dono do meu lugar! Fica comigo Pão da Vida Meu Jesus