(Papai) Renasci quando me matei com 15 anos Eu não vou salvar sua vida Se nem minha vida eu tô salvando Tipo Holden, depressão e revolta, mas sem dinheiro Cercado de drogas, tipo críticas sobre meu ego O caminho é longo, botando umas praga no chinelo Sem motivo, prego sem cabeça Eu que vou bater o martelo, porra! Um atirador no campo de centeio Inocência executada, eu tipo cego em tiroteio E o que eu fiz pra não viver o melhor lado? Não sei se vou morrer por último Mas sei que hoje mato primeiro Quantos sonharam sem dormir pra morrer cedo? Eu amo sangue, ainda mais quando tá escorrendo Meu passado me transformou num mano violento Infância violentada pela dor e o sofrimento Olha pra mim e vê as marcas do meu rosto Eu destruí o meu destino pra poder escrever de novo O passado me atormenta E o presente abre meu olho Eu quebro as regras pelo gosto Foda-se que a vida é um jogo Se for, eu quase perdi Atiraram no meio do crânio do menino que eu já fui Morte lenta, eu lentamente sucumbi Arrancaria os olhos se vissem o que eu vi Ah! Tipo Shiryu, vou me esconder numa armadura Ruim demais pra ser tão grande A vida é dura A vida cobra, a vida é isso A vida ensina, a vida bate e te machuca O sorriso dos meus amigos de infância Numa poça de sangue Natal na rua era foda Rostos familiares, cheiro de comida A desgraça e a fome hoje limitam Com quatorze, a fonte de renda principal É a boca e a vida É isso e aquilo Qualquer movimento errado, atira Pula do abismo Eu não vou voltar pra casa