Eu vim do pampa, sou gaúcho cancioneiro Tenho na alma esta gesta farroupilha Trago nos olhos todo o verde das campinas E a gadaria que se espalha nas coxilhas Um pingo bueno, parceiro das campereadas Balanço a rédea e o meu cavalo me entende Honra e conceito, para mim, são tão sagrados Eu sou da terra que caráter não se vende Vivo cantando, cultivando essas raízes São momentos tão felizes, porque o campo vive em mim Jeito de guapo, não me abaixo nem por nada Mas a alma adocicada quem nem o mel de mirim Sou fandangueiro dos galpões e dos rodeios Nossa vaneira, não confundam com forró Eu sou do tempo de dançar agarradito Em sala grande, entreverados pelo pó Em cada canto, meus encantos de querência Dentro da gaita tem um ninho de canções Para guardar a minha estampa de gaúcho Que deixarei para futuras gerações