Assim vejo aquele homem ao pé do fogo de chão Chapéu grande na cabeça chaleira e cuia na mão Um olhar triste, cansado, na cara, traços da idade Num gole amargo de mate vai saboreando a saudade Palheiro aceso entre os dedos num pensamento distante Quem sabe frutos de outrora de um sentimento constante O mate guarda segredos, recordações e vaidades Trazendo à tona lembranças das coisas que dão saudades Quisera eu descobrir o segredo desse mate Afinal, por qual encanto que um coração triste bate Quem sabe seja paixão ou talvez um grande amor Pode ser de sentimentos se de saudades não for Com a pampa na lembrança viajar nos pensamentos Num triste cair de tarde desses dias pardacentos O velho taura mateia no aconchego do galpão Guardando junto consigo segredos do coração