Não adianta chorar pelo leite derramado E que eu criei anticorpos pra falsos aliados Quando faltam remorsos, e certo, sobram estragos Disserto sobre destroços, monstros, mestres e magos Que eu incorporei pra fazer mais essas linhas Quebrando correntes frias nos mares das minhas rimas Saciando de frente a justiça tardia Vários manos se tremem na madrugada fria Outros loucos se prendem na própria alegria E que são tempos modernos E o Planeta Terra grita Quantos pães roubaria? Ou então morreria Numa poesia que não foi escrita Bendita seja a nossa voz Manter laços bem dados Pra que não se desfaçam os nós É a responsabilidade no peito do poeta Ainda vive-se rima E, por ela, ele trafega Nada é como antes Hoje é o meu povo que grita Me acho em cada verso de uma poesia que não foi escrita Nada é como antes Hoje é o meu povo que grita Me perco em cada verso de uma poesia que nem foi escrita De uma poesia que nem foi escrita Considere os passos que já foram dados Falsos diamantes não brilham se revelados Respeita o processo superior ao desejo Poesia clara é a vingança que eu vejo De caneta, versos se revelam no papel Sorte poética, constante ligação com o céu Ah, mas se fez certo não fez mais que a obrigação Colecionando elos, rimas são como refrão Dos que cê vai gravar tudinho, feito um radinho Relevante pra não esquecer Que por aqui faço minha parte com Mano Perdiga Beco sem saída, valorize o que te faz mover A chance pode até bater, mas cabe a você O teu caminho com o que tem na mão Limite não te rende notas Enquanto escolhe portas Ignorando a sua real vocação Nada é como antes, hoje é o meu povo que grita Me acho em cada verso de uma poesia que não foi escrita Nada é como antes, hoje é o meu povo que grita Me perco em cada verso de uma poesia que nem foi escrita De uma poesia que não foi escrita De uma poesia que não foi escrita