Acordei no meio da noite com um trovão dentro de mim Cada pulso, um tambor de guerra, um açoite sem fim Algo ferve sob minha pele, um incêndio sem ar Se eu não encontrar um jeito, vou ter que me entregar Eu devia ter ouvido os ventos sussurrando o sinal Mas agora sou só um barco perdido num vendaval A Lua sangra no céu deserto Cada sombra me chama pra mais perto Sou maré presa sem cais Uma promessa esquecida nos temporais Bebi o silêncio, mastiguei o tempo, mas nada mudou Cada segundo me engole, como um rio que transbordou Sinto um prego invisível se cravar no meu ser Se isso é um castigo, eu já aprendi a temer Eu devia ter fugido antes do trovão desabar Mas agora estou preso, sem forças pra gritar A Lua sangra no céu deserto Cada sombra me chama pra mais perto Sou maré presa sem cais Uma promessa esquecida nos temporais Arranca isso de mim, me liberta desse horror! Ou me enterra na terra, que eu já me entrego à dor! A Lua sangra no céu deserto Cada sombra me chama pra mais perto Sou maré presa sem cais Uma promessa esquecida nos temporais A Lua sangra no céu deserto Cada sombra me chama pra mais perto Sou maré presa sem cais Uma promessa esquecida nos temporais