Rap em trabalho de parto, um novo cenário nasceu Predador do lado vira presa, fácil, então, antes de andar, já correu Quando estava embaixo, não foram investir Não quiseram comprar, então, perdeu Subiu nesse gráfico, quebrou o mercado, foi muito marcado Tendência de alta, visão Fibonacci, banca alavancada Virou tão real que vendeu Onde se perdeu, onde nada se encontra Brincou com a onça, esqueceram da selva, extinto animal Tanto que ela mordeu, relembra Sabota Império ZO Do manos do skate, das minas do corre, da vida do gueto De vários ramela que pisou na bola e correu Não é um mundo de Morfeu Dessa Matrix, não tem como despertar (Se liga, neguim) Será que tudo isso já aconteceu Ou está acontecendo tudo ao mesmo tempo, todo lugar? Será que tá fazendo sentido algum Ou falta algo a mais pra tudo coligar? A referência referente, tudo é evolução, conhecimento Lamento, são poucos que o querem buscar Vida rasta Vista embaça, briga em massa, se afasta, vê as farsa Tem vários querendo atrasar Inferno passa, ergue a taça, não é de graça Porta passa, então, vai na raça Com os viralas de Chegamos mais forte que nunca Você quer compromisso, então toma Fechamento das lendas, batida perfeita Nunca apaga a chama Roletei na estrada, suei nas calçadas Corri atrás, fiz minha caminhada Para quem olhou carro lá na feira Até que eu fui longe, bem-vinda, quebrada Da época antiga, tapete na rua Só break pesado, foi minha estrutura Umas ponta no rio do Tijuca Só bomba no verso, ninguém me segura Fazia minhas artes, papel e lápis E hoje é domínio em cima das tracks Caneta ferroa, não escrevo à toa Escolhi por amor e não por quilates Minha arte massacra, tipo tatuagem que gruda na pele, não apaga As marcas da infância, nostalgia pura Os pipas na laje de casa Às vezes, na noite, a insônia me chama Sussurrando no ouvido, só verso infame Querendo mudar, atrás do meu sonho, botei cara Aprendi a ser homem, como dizia Rodrigo Mais trampo por dia na rua e menos ibope Me deram a missão, abracei o convite E hoje só corre por cima de corre Com arma na mão, se atira, com MIC Eu canto com expectativa, mudando agora o cenário do rap, refazendo a cena expressiva Correr atrás, parar pra pensar Quantos ainda ficaram de pé? Aceita o destino, enterro o passado Erga a cabeça e, se Deus quiser Na linha de frente, só trampo pesado Só corre, menino, que o tempo é rei Apaguei as velas, dormi Acordei inspirado, em silêncio, não ficarei Já faço essa fita bem antes dos 20 E a ideia, parceiro, é o seguinte Engatilha a caneta para um som de requinte Depois, nós brinda com drinks e drink Se nós vencer, quebrada também vence No início, era barro, rua de terra E hoje, nós chega, domina o asfalto de assalto E a caneta tá pronta pra guerra Minha história em cada esquina Caixa d'água era a minha piscina Minha luz era a lamparina Por isso, que hoje, nós ensina Mais 12 round na briga, no estilo Samurai Me concentro em casa, batida Por isso, o rap aqui não cai No passinho de formiga, no toque do estilo Construí a minha alcateia Lembro que me falaram que eu não chegaria Mas hoje, é poucas ideia Faço flow de forma absurda Mente aqui não muda, rima estraçalha Correndo dos BO, tipo Seu Madruga Desvio de toda gentalha, gentalha Refazendo a cena, tio Minha caneta, eu tiro de fuzil Diretamente aqui do chaparral Espalhando pra todo Brasil Vai ser difícil calar nossa voz É muito veloz, é pouco pra nós Rap tá feroz, desatando os nós Desandando ouvido, iludido do algoz Na levada rajada, de cara amarrada Da nada, danada, da nada Pelas caminhadas, só nas pedaladas Quebrada, quebrada, quebrada Dos becos, dos cantos, vielas, esquinas Conheço cada palmo aqui desse chato Sem medo do enredo que se resume dessa fita A cena é o rap, irmão E aí, Rodrigo, refizemos a cena?