O caos é a lei da rua O caos é a lei da rua Exu Bará, senhor das encruzilhadas Onde o pé pisa, o chão estala! Agô, iê! Laroyê! Laroyê Exu, kô bá, Laroyê Exu Exu chô chô ana, Bará lonan Laroyê Exu, babá mi agô Iyá mi agô, Orixá bô-bô agô Agô mojubá rê, axé! Senhor dos caminhos e dos destinos Olhai por minha vida e minha família Protegei-me de todo perigo e dos desatinos Desses que caminham comigo, fazei vigília Senhor Bará, senhor da virilidade Defendei-me de toda maldade Seja meu protetor de dia e de noite Vá diante de mim e livrai-me dos açoites Possui seus segredos na cabaça Nada desperdiça, a todos abraça Orixá matreiro, seja meu conselheiro Orientai-me, grande mensageiro Gargalhadas pra todos que te afrontem Faça hoje para que aconteça ontem Elo entre o Orum e o Ayê Venha me socorrer Mojuubá, Aduupê, Mopé, meu Bará Que meu corpo seja o teu sagrado ilê Otí pra despertar, dendê pra apaziguar Laroyê, laroyê que tua voz venha me valer Bará ô bêbê tirirí lônã Exu Tirirí Bará ô bêbê tirirí lônã Exu Tirirí Bará ô bêbê tirirí lônã Exu Tirirí Bará ô bêbê tirirí lônã Exu Tirirí Na rua o caos é a lei O fogo traz a vida, agô iê Vira a chave Rompe a grade No seu passo, a integridade Ogó, corta o vento Paó, em chamamento O dono do mercado é puro movimento! Bará! Senhor do caos! A rua é o seu reino O mundo é o seu eixo! Sua lei é o movimento! Agô iê, Exu! Agô iê, Exu! Laroyê, Laroyê Que tua voz, meu pai Venha me valer