Àwa oṣorò ilè wa òo Àwa oṣorò ilè wa òo Ẹ̀sìn kan ọpẹ́, o yè Ẹ̀sìn kan ọpẹ́ ka wa máa ṣorò Falo sobre minha presença aqui No Ayê Abra meu caminho Laroyê No conselho das mais velhas Atravesso o rio da vida E se Oxum me permite Quem ousa não me autorizar? Yèyé omo ẹja Toma conta de mim Toma conta das suas filhas Me ampara no desespero E me energiza na alegria É uma tempestade! Um rompante de búfalos Que amassa a terra onde cheguei Que pisa minhas dores e depois, de leve Me deixa voar como uma borboleta Me corte E deixe jorrar tudo o que não preciso carregar Meu pai, você sabe Se em meu passado eu fui rainha Eu fui rei Eu fui guerreira Sim! Oyó me pertence E, sim! À sociedade Elekô pertenço também Sim. Isso aqui me pertence! A Kalunga Grande não me matou O Banzo não me apagou Nosso obi alafiô Já sei quem é você, opressor E aviso Vou querer tudo o que é meu Axé