Fui no pagode, compadre Lá tinha de tudo Tinha cara sem vergonha Cara de pau e tremendo carudo Era cara rebolando Chegando e pedindo pra versar E na hora do improviso começava a gaguejar E lá dentro do salão O danado dançava pisando no pé Vou parar com esse tipo Antes que ele acabe espantando a mulher Numa roda de malandro sempre há vacilação Sempre chega um intrometido Cantando um bolero e samba canção Quando chega na hora do breque Só ele quer atravessar Esse cara só dá mancada E ainda por cima tenho que aguentar Era cara rebolando Chegando e pedindo pra versar E na hora do improviso começa a gaguejar Num pagode de primeira O otário não mete a colher Ele chega brincando e dançando E ainda canta a minha mulher