O Sol se punha, cor de laranja Manchando as nuvens do céu A tarde descia, o vento soprava Levando o meu boné de papel Os pés descalços, joelhos ralados A rua de barro, meu chão A voz da minha mãe me chamando Menino, vem pra dentro, atenção Mas antes da noite fechar o seu manto E a Lua no céu vigiar Havia um lugar que era quase santo Onde a gente ia sonhar Não era de ouro, nem de marfim Era verde, era vida, era assim Às vezes o dono, um senhor zangado Gritava da sua janela moleque, desce daí, seu danado E a gente pulava a cancela Não era maldade, era só vontade De ser livre como um passarinho De ter nas mãos a felicidade Mesmo que fosse só por um pouquinho Hoje eu passo na rua asfaltada O muro cresceu, virou solidão A árvore antiga foi derrubada Em nome da evolução Mas fecho os olhos e sinto o cheiro Daquele tempo verdadeiro Oh, goiabeira (que o tempo levou) Da casa da esquina onde o muro era baixo Oh, goiabeira (tua sombra ficou) No meu pensamento, no fundo do peito O gosto azedo do verde que eu tirava O doce da fruta madura que manchava Era o sabor da infância Que em mim ficou (em mim ficou) Oh, goiabeira (que o tempo levou) Da casa da esquina onde o muro era baixo Oh, goiabeira (tua sombra ficou) No meu pensamento, no fundo do peito O gosto azedo do verde que eu tirava O doce da fruta madura que manchava Era o sabor da infância Que em mim ficou (em mim ficou) O Sol se punha, cor de laranja Manchando as nuvens do céu A tarde descia, o vento soprava Levando o meu boné de papel Os pés descalços, joelhos ralados A rua de barro, meu chão A voz da minha mãe me chamando Menino, vem pra dentro, atenção Mas antes da noite fechar o seu manto E a Lua no céu vigiar Havia um lugar que era quase santo Onde a gente ia sonhar Não era de ouro, nem de marfim Era verde, era vida, era assim Às vezes o dono, um senhor zangado Gritava da sua janela moleque, desce daí, seu danado E a gente pulava a cancela Não era maldade, era só vontade De ser livre como um passarinho De ter nas mãos a felicidade Mesmo que fosse só por um pouquinho Hoje eu passo na rua asfaltada O muro cresceu, virou solidão A árvore antiga foi derrubada Em nome da evolução Mas fecho os olhos e sinto o cheiro Daquele tempo verdadeiro Oh, goiabeira (que o tempo levou) Da casa da esquina onde o muro era baixo Oh, goiabeira (tua sombra ficou) No meu pensamento, no fundo do peito O gosto azedo do verde que eu tirava O doce da fruta madura que manchava Era o sabor da infância Que em mim ficou (em mim ficou) Oh, goiabeira (que o tempo levou) Da casa da esquina onde o muro era baixo Oh, goiabeira (tua sombra ficou) No meu pensamento, no fundo do peito O gosto azedo do verde que eu tirava O doce da fruta madura que manchava Era o sabor da infância Que em mim ficou (em mim ficou)