Eu era o camisa dez no asfalto quente E o diretor de um filme na minha mente Pintava o universo com giz de cera Astronauta de quarto, numa longa espera Eu era tudo ao mesmo tempo, sem colisão Um caos perfeito em pura expansão Não tinha escolha, não tinha essa de ou Eu era o verbo, o sujeito e quem sonhou Mas crescer tem um jeito cruel de cobrar É uma conta de subtrair que a gente tem que pagar Deixei o atleta no banco, o pintor sem a cor Troquei a guitarra por um computador Uma por uma, as facetas se vão Como dentes de leite caindo da mão A gente aceita a poda, aceita a redução E chama de foco essa solidão Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei E a verdade mais dura, que eu tento esconder Não foi o mundo que me fez esquecer Foi o medo do peso, a preguiça de ser A covardia de tentar e não vencer Larguei o piano porque era difícil Matei o poeta, pulei do edifício A gente desiste e diz que amadureceu Mas, no fundo, é só medo do que morreu Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei Eu era o camisa dez no asfalto quente E o diretor de um filme na minha mente Pintava o universo com giz de cera Astronauta de quarto, numa longa espera Eu era tudo ao mesmo tempo, sem colisão Um caos perfeito em pura expansão Não tinha escolha, não tinha essa de ou Eu era o verbo, o sujeito e quem sonhou Mas crescer tem um jeito cruel de cobrar É uma conta de subtrair que a gente tem que pagar Deixei o atleta no banco, o pintor sem a cor Troquei a guitarra por um computador Uma por uma, as facetas se vão Como dentes de leite caindo da mão A gente aceita a poda, aceita a redução E chama de foco essa solidão Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei E a verdade mais dura, que eu tento esconder Não foi o mundo que me fez esquecer Foi o medo do peso, a preguiça de ser A covardia de tentar e não vencer Larguei o piano porque era difícil Matei o poeta, pulei do edifício A gente desiste e diz que amadureceu Mas, no fundo, é só medo do que morreu Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei Uma por uma, as partes sumiram Os eus que eu seria, jamais existiram Fica a saudade do que eu abandonei No altar do adulto que me tornei