Eu sou gaúcho Cria dessa Pampa chucra Nasci num rancho barreado De chão batido E fui largado encima d'um pelego véio Logo depois do momento em que fui parido Criado macho eu aprendi viver gaudério Sempre detido em bochinchos e entreveiros Pelos bolichos aprendi a cantar verso Me destrinchando no ofício de guitarreiro Pelos bolichos aprendi a cantar verso Me destrinchando no ofício de guitarreiro Desde de piasito eu sempre fui meio aporreado Pois o chucrismo sempre foi a minha lei Contando sempre com a sorte e o bagualismo Saindo vivo das peleais que enfrentei E o Rio Grande minha Pátria Legendária Sempre levei entonada em meu cantar Seja cantando ou seja peleando de adaga Alma gaúcha sempre vive a relinchar Seja cantando ou seja peleando de adaga Alma gaúcha sempre vive a relinchar Se muita gente me considera maleva Por sustentar a estampa chucra que eu falo Pouco me importo sou da estirpe galponeira Deste Rio Grande feito a pata de cavalo Nunca me omito em pronunciar a verdade Nem me acovardo quando o bochincho se estoura Com a prateada sempre presa na guaiaca Seguro o tranco e quando acaba vou me embora Com a prateada sempre presa na guaiaca Seguro o tranco e quando acaba vou me embora Eu aprendi no velho estilo do meu pago Respeito a todos mas não pise no meu pala Principalmente se estiver de bofe azedo Mostro o valor de um taura da minha iguala Principalmente se estiver de bofe azedo Mostro o valor de um taura da minha iguala Ando no mundo e não vou ficar pra semente Vivo escorado na minha adaga e na minha sorte Sigo cantando e bordoneando essa guitarra E gauderiando até me topar com a morte Sigo cantando e bordoneando essa guitarra E gauderiando até me topar com a morte