Quando surge o dia e a noite logo vem Um cavaleiro no deserto a desbravar Os mistérios de uma noite Os perigos, os açoites, do chicote no cavalo a disparar Quando surge a noite a Lua logo vem Um cavaleiro no deserto a vagar Tendo a capa e a espada, o chicote em sua mão Corta a noite o brilho da escuridão Cavaleiro que segue a noite sem ver O galope do cavalo na beira do mar Cavaleiro que segue a noite sem ver O galope do cavalo na beira do cais Tendo a noite, a Lua, estrela a lhe guiar Um cavaleiro do sertão ao litoral Desbravando os mistérios que viveu esta nação Suas bravas lutas de libertação E a natureza abismada pode ver Batalhas, guerras, sangue, luta insurreição Tendo Zumbi dos Palmares, a Antônio Conselheiro Padre Cicero de Juazeiro E o Lampião Cavaleiro que segue a noite sem ver O galope do cavalo na beira do mar Cavaleiro que segue a noite sem ver O galope do cavalo na beira do cais Nesta terra a noite a Lua pode ver O matagal com pirilampos a passear Pode ser uma visão, um vulto, uma assombração Ou um fantasma querendo amedrontar Tantos mistérios noite vem nos revelar Enquanto todos estão dormindo a repousar No silêncio da escuridão, na Lua cheia, no Trovão Lobisomem corre a noite sem parar Cavaleiro que segue a noite sem ver O galope do cavalo na beira do mar Cavaleiro que segue a noite sem ver O galope do cavalo na beira do cais