Nas cidades o céu cinzento Por entre os carros o tédio e o silêncio Me dá vontade de esquecer O que hoje vejo com os olhos de menino Pelos trilhos tem pedras no caminho Me dá vontade de esquecer Por entre as fábulas da história O que me resta na memória São imagens de um mundo irreal Cidades tão desertas, mais parecem relicários Vendidas em anúncios de jornais Então assim constroem-se muralhas Que dividem a realidade Com quatro letras escrevi o seu nome Com três palavras disse o que eu sentia por você E quando as brumas esconderam os desejos Na inquietude dos sonhos eu estarei