Uma certa vez meu pai me contou uma história De um pescador jogando tela em alto mar Aqui tá quente, mas muito frio já faz lá fora Suas mãos tremiam, mas continuava a pescar Às duas horas, nada tinha a puxar Às quatro horas, não, não Às cinco horas, o tempo a fechar As águas não mostram mais sua direção Deixa pra lá (deixa rolar) Se deite e simplesmente observe as estrelas Continuar vai te matar (vai te matar) O tempo passa e sem notar uma vida inteira O vento para, sua respiração aperta O remo trava, seu coração acelera Tua alma fala, mas teu corpo não enxerga E o tempo passa, e o tempo passa! O vento vai soprar! (Soprar) Seus erros voltam pra assombrar E todas as verdades que o coração te conta A morte te acompanha observa das sombras O tempo vai passar E a correnteza te puxar Do passado saudade, o futuro amedronta Caminho solitário o pescador se encontra (O pescador se encontra) Mais uma vez o homem joga a isca afora Sempre esperando colher os frutos desse mar Seu rosto pálido e de barba grisalha agora Tanta insistência que nem mesmo viu tudo passar Quando tudo parar, não vai ver mais, não vai ver mais E se eu não voltar? Não chorar mais, não vai mais me encontrar O vento para, sua respiração aperta O remo trava e seu coração acelera Tua alma fala, mas teu corpo não enxerga E o tempo passa, e o tempo passa! O vento vai soprar! (Soprar) Seus erros voltam pra assombrar E todas as verdades que o coração te conta A morte te acompanha observa das sombras O tempo vai passar (passar) E a correnteza te puxar Do passado saudade, o futuro amedronta Caminho solitário o pescador se encontra