Galopa o cavalo guapo O chão a escavar, relincha Se corcoveia, num salto Bem toda atrapalha a crina Pelame, cor mel-do-pote Marrom puxado a amarelo Não há quem nele não note Os louros do caramelo Se alegra o cavalo as pampa' No verde do alecrim A cavalgar pelos Pampas Em voltas e voltas assim É doce como se fosse um Torrão de cana-de-açúcar É brabo quando da coice Que nem a foice futuca Tem majestade no porte Frajola trouxe a carroça Como trouxesse da corte A carruagem pra roça Pega cedinho no trampo Pega a pular trampolim Junto com ele eu descampo Que não tem tempo ruim Montado no seu cangote Trovão que provém do raio Mais firme do que um serrote Vai galopando meu gaio Mas, antes que o breu desbote No cavo da noite eu caio Marraio! Me arrisca a sorte! Eu vou a cavalo baio E risca de noite o campo E brinca pelo capim Realça a luz, pirilampo Reluz nos Pampas sem-fim