Eu fiz planos De um amor eterno Enfrentei Deus e o diabo Fui ao céu e ao inferno Para tê-la em meus braços Morando em meu coração Embevecido De um amor doce e terno Me desnudei, levei a cabo A fantasia, de um grande amor Sem embaraços Tendo ela e eu Dentro de um, só coração Mas todo amor que eu sonhei Não foi bastante Toda a entrega que eu fiz Pouco se fez A cada dia, eu via Seus olhos distantes Tão infeliz, ela se viu Mais uma vez Uma palavra Se elevou, junto com a voz E o eterno recuou Caiu no chão Veio o medo, e se instalou Fazendo alarde E nós caímos Nessa covarde solidão Quando se ama Não se pode vacilar Todo carinho, pode crer Nunca é demais Quando as palavras, sorrateiras Se elevam, criam abismos Que nos são, sempre fatais O melhor mesmo É amar, sem precauções E, não deixar Brechas para o medo entrar Usar palavras Que aumentam a paixão Fazendo o cálice, do amor Só transbordar Nunca maldiga Ou crie situações Que venham o, amor eterno Profanar Porque há momentos Em que, o medo se mostra Vindo os amantes Do paraíso expulsar Foi desse modo Que eu todo apaixonado Fazendo planos De um divino amor eterno Fui sabotado, pelo medo e Pelas palavras E hoje me queimo Solitário nesse inferno