Seu nome era Florêncio Mas de Cambú, era chamado Era esse o apelido, que por todos lhe foi dado Negro forte e robusto Trabalhador respeitado Sérvo fiel e amigo, de Sêu Tião delegado Tinha uma vida difícil De matuto sertanejo Se apaixonou por Maçala De quem roubara um beijo Foi na reza do João Preto, hoje em dia Piçarrão Onde a mulata Maçala lroubou a sua atenção Ele um negro discreto Servindo com devoção Nos preceitos da família, que tinha por tradição Rezar e fazer folia Para São Sebastião Viu em noite enluarada, nas águas do ribeirão A nudez dessa mulata Maçala sua paixão Não resistindo aos encantos, da flor negra do sertão Se aproximou sem reservas, e abriu seu coração Por ela foi acolhido Sem reserva e sem temor E nas águas cristalinas Sacramentaram o amor Nem uma palavra foi dita Só o céu testemunhou Porque os dois eram mudos E disso nunca falou Mas o que a voz escondeu E o veto dissimulou Dia a dia para o mundo, o olhar então revelou Mas sendo os dois cativos Juntos não puderam ficar Viveram então separados Sem poderem se casar Mas no silêncio dos amantes Se amaram sem cessar Depois da morte se uniram Sob a luz do luar Encantando a velha fonte Eternamente a jorrar Lá na Praça da Maçala Quem quiser, então verá No cantarolar das águas A confissão que se dá É a Maçala e o Cambú Juntos a se declarar Falando de um amor mítico, que pode abençoar Casais que com aquelas águas, se benzerem, e amor jurar Lá na Praça da Maçala Quem quiser, então verá No cantarolar das águas A confissão que se dá É a Maçala e o Cambú Juntos a se declarar Falando de um amor mítico, que pode abençoar Casais que com aquelas águas, se benzerem, e amor jurar