No sertão ardente, raiou um relâmpago só Que cruzou o céu, rompendo o silêncio, sacudindo o pó Foi uma flor de fogo em chão seco, inesperado Um voo de pedra no céu azul desenlaçado Você surgiu, como um rastro de Sol no firmamento Olhar que incendeia, provocando um cálido sentimento Teus olhos, dois sóis a refulgir em mar de solidão Domestiquei a tempestade que se formara em meu coração Me entreguei apaixonado pelo teu fulgor Me rendendo sem pensar ao teu calor No impossível desse amor, eu me tornei um trovador Cantando a beleza e as loucuras desse amor O nosso amor é sonho, é rio que não cessa de correr Águas revoltas transbordando, eu e você Velha e doce loucura, que nos leva às alturas Que insiste e teima sempre em renascer Como enchente a romper a dura seca do sertão Teu olhar invadiu minha noite, e se fez meu farol E o que eu fui ficou para trás, uma sombra no chão Hoje sou verso escrito na palma da tua mão Me entreguei apaixonado pelo teu fulgor Me rendendo sem pensar ao teu calor No impossível desse amor, eu me tornei um trovador Cantando a beleza e as loucuras desse amor O nosso amor é sonhos, é rio que não cessa de correr Águas revoltas transbordando, eu e você Velha e doce loucura, que nos leva às alturas Que insiste e teima sempre em renascer Me entreguei apaixonado pelo teu fulgor Me rendendo sem pensar ao teu calor No impossível desse amor, eu me tornei um trovador Cantando a beleza e as loucuras desse amor O nosso amor é sonhos, é rio que não cessa de correr Águas revoltas transbordando, eu e você Velha e doce loucura, que nos leva às alturas Que insiste e teima sempre em renascer