Ao chegar, encontrei a velha porteira Feita em pedaços, ali caída ao chão Foi inevitável, ver nela, tanta saudade Velhos pedaços, da minha recordação Essas lembranças, molharam meu rosto triste E inflamaram, em mim, velhas emoções Pois recordei, os meus dias de juventude Com minha amada, nas quebradas, dos sertões Hoje sozinho, a caminhar, por essa estrada Que deveria me levar ao meu lugar Me perco todo, pelas estradas, das lembranças E os meus olhos, já não param, de chorar Tanto amor, jurei a ela a vida inteira Mas de repente, tudo então, se transformou Passaram-se, mais rápido, do que o esperado Os belos anos, em que vicejou, o nosso amor Chegou de pressa, então, o tempo da partida E assim, partido, ficou o meu coração E assim sozinho, fui deixado, nessa estrada Feito em pedaços, como o velho, porteirão! Velha porteira, feita de ipê amarelo Quantas lembranças, guardo vivas, de você! Desde a infância, os meus, momentos mais belos Passam por ti, ao longo desse, meu viver Hoje em pedaços, machucado de saudade Na longa estrada, triste, desse meu viver Em muitos momentos, ouço a sua batida Quando eu passava, apressado por você Apaixonado, cheio de vida eu corria, indo ao encontro, dela que é meu bem-querer Hoje o mundo, para além, de seus morões Está mais longe, do que eu consigo ver Hoje em pedaços, machucado de saudade Na longa estrada, triste, desse meu viver Em muitos momentos, ouço a sua batida Quando eu passava, apressado por você Apaixonado, cheio de vida eu corria, indo ao encontro, dela que é meu bem-querer Hoje o mundo, para além, de seus morões Está mais longe, do que eu consigo Ver