Eu sou raiz sem chão Dissabor no pão Silêncio do grito Que ecoa aflito Eu sou trovador sem cor Sonhando insone com o amor Num mundo que assombra Cheio de sombras que me dão sabor Sou dor que vagueia mansa Saudade que nunca cansa Semeador na esperança De encontrar um Sol que descansa Semeio amor feito chuva no sertão Corro as estrelas, colho o céu na mão De cada tormento faço poesia Meu canto é semente, cresce em fantasia No meu labor invento A luz do tempo lento Meu peito emudecido É verso escondido Nas cores sedutoras da vida Misturo dor, misturo ferida Até vir à tona o calor Do teu valor, do meu amor Sou vaga-lume na noite escura Iluminando a minha procura Na terra, no vento, na rua Meu sonho perdura Semeio amor feito chuva no sertão Corro as estrelas, colho o céu na mão De cada tormento faço poesia Meu canto é semente, cresce em fantasia O mundo me assombra, mas não me calo Canto mudo, canto alto Sombra e luz, mistura rara No caminho, tudo se embaraça Semeio amor feito chuva no sertão Corro as estrelas, colho o céu na mão De cada tormento faço poesia My canto é semente, cresce em fantasia Sou dor que vagueia mansa Saudade que nunca cansa Semeador na esperança De um Sol que descansa Semeio amor feito chuva no sertão Corro as estrelas, colho o céu na mão De cada tormento faço poesia Meu canto é semente, cresce em fantasia