Sou caos naufragado em tua ausência Um campo sem Lua, um setembro sem flor Meus passos vagando em poeira e pendência O vento soprado carência e calor Teu nome é relâmpago em noite fechada Rasgando meu peito, acendendo o rincão Sou chuva na terra esperando a enxurrada Semente que chora no ventre do chão Meu peito é Cerrado que grita teu cheiro Trançando esperança nos vãos do querer Tua ausência é um rio, sou barco ligeiro Correndo perdido buscando você Sou maré de saudade batendo no cais Teu sorriso é farol nas esquinas do tempo Mesmo longe, esse amor me toca demais Teu abraço é meu rumo, meu alento e sustento A doce loucura que Minh alma quer mais Te busco nos traços de um céu estrelado Nos tremores do chão, nas migalhas do Sol Te espero no pranto do gado calado Na viola acordada em meu arrebol Meu verso tropeça em tua lembrança É roça doída sem ter teu calor Te espero no cio do vento e na dança Sou fogo de palha queimando de amor Sou maré de saudade batendo no cais Teu sorriso é farol nas esquinas do tempo Mesmo longe, esse amor me toca demais Teu abraço é meu rumo, meu alento e sustento A doce loucura que Minh alma quer mais Se o tempo é madrasta, não sabe esperar Teu nome é poema na boca do mar Nos becos do peito, só sei te chamar Você é meu destino, meu doce cantar Sou maré de saudade batendo no cais Teu sorriso é farol nas esquinas do tempo Mesmo longe, esse amor me toca demais Teu abraço é meu rumo, meu alento e sustento A doce loucura que Minh alma quer mais Sou maré de saudade batendo no cais Teu sorriso é farol nas esquinas do tempo Mesmo longe, esse amor me toca demais Teu abraço é meu rumo, meu alento e sustento A doce loucura que Minh alma quer mais