Assim como os discípulos Na noite da transfiguração Que cansados e perdidos Em meio à escuridão Reféns do desejo do corpo e da inaptidão Se entregaram ao sono Feito animais ao chão Mesmo que meio sonâmbulos Ante a tal situação Vendo o mestre transfigurado Em seu ser pleno de luz Nada puderam compreender Antes da mensagem da cruz Vendo ali, com o Messias, Moisés e o Elías Julgaram estar sonhando Sem poderem entender Precisavam de mais tempo Para amadurecer, e abrir se ao divino Que sustenta o viver Mas, quando em Pentecostes O paráclito desceu Todo o medo e covardia, sucumbiram De uma vez Todo o torpor da carne, ante à luz desapareceu Transformados e movidos Pelo o espírito uno, do pai Pescadores ignorantes De maneira contumaz Tornaram se, então profetas Cristos novos a renovar A criação que ansiava Por esse momento chegar E sendo um, com o Mestre Eram com o pai, um em comunhão Superando toda a treva e toda a escuridão Fazendo brilhar no mundo O evangelho, da salvação Tudo tem o seu momento Tempo certo pra se dar Eu ainda me encontro na estrada a cochilar Como os primeiros discípulos Na noite da transfiguração Preso no corpo e seu anseios Em meio à escuridão Mas eu clamo por socorro Peço amparo e direção Tende ó pai misericórdia E me estenda a vossa mão Vinde em nome de Jesus Dar me vossa salvação Transfigura me senhor Em amor, e pura bondade Para que assim como Jesus Eu viva, e seja vossa verdade Triunfando sobre a morte Vencendo a tempestade Podendo voltar em fim A sua paterna morada Que é aqui dentro de mim Para onde estou caminhando ao longo dessa jornada Me abençoe e me resgate Me desperte e me guie Seja em mim, para que eu seja E o mundo se maravilhe Compreendendo que tu voltas Cada vez que um irmão Encontra a estreita porta, e se faz a salvação Renovando pelo amor a toda a criação Deixando o céu em festa, bem aqui dentro de mim No trono do meu coração Seu trono, ó reis dos reis, caminho verdade e vida Jesus meu querido irmão Nosso modelo e salvação