Para iludir minha solidão, fiz de tudo Mas dentro de mim, eu não me iludo Pois quem me vê sem você, logo nota No semblante triste que carrego Uma tristeza visível, até a um cego Duma dor cruel que minh'alma suporta! A passagem do tempo me assombra E lembranças suas vêm como sombra Me aflige o peito sem piedade Eu me pergunto: Por quanto tempo? Já é duradouro, não um passatempo Quando vai me religar à realidade? Vivo como fantoche, como um boneco Espero ouvir da sua voz, ao menos o eco Para harmonizar o som desta dor Vem me aquecer nas noites de frio Da solidão, que me causa arrepio E eu sinta, de novo o teu calor! Ainda me surpreendo com sua ausência Será que sofro de demência? Ou quem sabe outra condição? Em uma vida só, tenho experiência E neste peito, a sua carência Noite e dia implora por seu perdão Me deparo com minha sina Meu destino, apenas neblina Sem previsão alguma de conforto Preciso agora me conformar Você não vai mais voltar Perdi meu farol, perdi meu porto Vivo como fantoche, como um boneco Espero ouvir da sua voz, ao menos o eco Para harmonizar o som desta dor Vem me aquecer nas noites de frio Da solidão, que me causa Arrepio E eu sinta, de novo o teu calor! Vivo como fantoche, como um boneco Espero ouvir da sua voz, ao menos o eco Para harmonizar o som desta dor Vem me aquecer nas noites de frio Da solidão, que me causa Arrepio E eu sinta, de novo o teu calor! Vem me aquecer Eu preciso de você