Na quietude da manhã goiana O Sol vem beijar o chão E pinta de laranja e rosa No cerrado, a solidão Casa de pau a pique Cheiro bom de café no ar Mas falta o brilho nos olhos Que o amor quis me levar A brisa balança a grama O canto do pássaro a embalar Mesa farta, pão de queijo, bolo de fubá, doçura Fruta fresca do cerrado, mas no peito, a amargura Por um amor que foi embora, lá pra longe, sem voltar E no silêncio da fazenda, a saudade a me apertar Jovens éramos, eu e ela, paixão queimava no olhar Mas a cidade grande, fez a moça me deixar Lembro dos seus passos lentos Que se foram sem olhar E o meu canto agora chora No terreiro a te esperar Mesmo assim eu sigo em frente Com a força do meu lugar Mesa farta, pão de queijo, bolo de fubá, doçura Fruta fresca do cerrado, mas no peito, a amargura Um amor que foi embora, lá pra longe, sem voltar No silêncio da fazenda, a saudade a me apertar Lembro dos seus passos lentos Que se foram sem olhar E o meu canto agora chora No terreiro a te esperar Mesmo assim eu sigo em frente Com a força do meu lugar Mesa farta, pão de queijo, bolo de fubá, doçura Fruta fresca do cerrado, mas no peito, a amargura Um amor que foi embora, lá pra longe, sem voltar No silêncio da fazenda, a saudade a me apertar No olhar pra esse horizonte, a promessa de lutar Pelo que essa terra me deu, e pelo amor que aprendi a amar