Quantas vezes deixei meu condado querido Seguindo a estrada sem ter um abrigo? Lá fora o caminho seguia constante Mas tropecei feito um ser hesitante Será que meus pés queriam partir? E o que vem depois nem dá pra entuir Lembro a primeira leitura encantada Em Bri pela colina, a alma elevada A pizza de atum que mamãe preparava E o morro brilhando que nunca apagava Sou Elrond ou Faramir nessa missão? O enigma persiste no meu coração Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar renascido em novo perfume Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar como branco no meu costume Fui ferido demais, mas tentei resistir O que salvei não ficou pra mim Alguém tem que ceder, alguém vai cair Pra que o mundo consiga seguir assim E se eu digo me perco na fenda escura Não é piada nem fala difusa É sobre o vazio, a estrada, o fim A amada, o abismo e tudo em mim Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar renascido em novo perfume Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar como branco no meu costume Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar renascido em novo perfume Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar como branco no meu costume Diante do fogo o anel já não brilha Abismo profundo, perdi minha trilha Se tens bom senso, recua e desiste Ali só condena quem muito persiste Na sombra da noite carrego esse peso E o pouco alento me fere em excesso No fim do dia, no escurecer Só penso em partir sem me arrepender Adeus, meus amigos, chegou o adeus O Sol vai caindo atrás dos céus A Terra Média fica pra trás E a todos vocês deixo minha paz Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar renascido em novo perfume Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar como branco no meu costume Adeus ao meu mundo, também me despeço Abraço o além sem medo ou tropeço A libertação que há tanto espero É revê-la no céu, sincero e sincero Curvado, cansado, carrego esse fardo Que assombra elfo, hobbit e mago Mas não falo do anel que corrompe É a depressão que tanto consome Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar renascido em novo perfume Tô caindo da ponte de Khazad-dûm Pra voltar como branco no meu costume Não direi que não chorem no fim da canção Pois nem toda lágrima é maldição