Este é mais um dia na casa do pequeno Oswald O que será que esse coelhinho vai aprontar dessa vez? Seus mil filhos o esperam na cama dando bom dia Ortensia, ao ver o pequeno Oswald acordando para ir ao trabalho O dá um beijo na testa e já apresenta o café da manhã pronto para ele Ele sabe que tem alguma coisa errada Mas se ninguém percebeu Não vai ser ele quem vai estragar o clima, não é? Finalizando sua refeição, Oswald se olha no espelho E vê que ele já não tem mais cor Ao que decide olhar para o céu Ele sabe que aquela realidade não é a verdadeira Ele vive agora apenas esquecido Seus dias se repetem como momentos do que foi perdido Nada, mais nada Sobrou Ele não tem direito de culpar o ratinho vermelho Muito menos o direito de falar algo para as suas crianças Quem dirá de Ortensia? Não aguentaria de forma alguma ver aquele sorriso se esvair no rosto Não precisa nem dizer Ele junta as partes do seu corpo Como um quebra cabeça sem fim Ao que sente como se não fosse mais Parte do seu próprio corpo Ele entra no trem E fará o mesmo que ontem Chegará no mesmo destino E voltará ao mesmo lugar Como um repouso no tempo E talvez ele se lembre De como realmente foi 1927