(Após três anos de pesquisas) (Os corpos foram objetos de experimentos médicos durante a guerra) (Não restam mais que trezentos tecidos dispostos em lâminas de laboratório) Passam as horas da noite e não me há um pingo de sono A mente vive dando pirueta, mas sempre acaba em tombo Quero partir, mas meu corpo diz o contrário Tento me ordenar, mas, contra o instinto, ninguém é páreo Se eu deixar partir, morrerei e esquecerei de minhas memórias Mas, se não deixar ir, confundirei as histórias O Sol nunca foi tão irritante A morte nunca foi tão radiante Brilha mesmo que sufocante Dá uma razão a seja lá o que cante A pele tão seca quanto defunto No pulmão algo dói, bem lá no fundo Algo grita, é um som bem agudo Sinto cera de ouvido apertando Meu nariz mal está respirando Meus olhos estão queimando Meus ossos estão estralando Ossos espalhados por toda parte (Ossos espalhados por toda parte) Começo a sentir um fogo que arde Por que tanto alarde de sua parte? Não se acovarde é apenas a arte A bela arte de arquitetura da engenharia aeroespacial Bhima voou com sua Vimana Por um brilho incomum Comparado ao do Sol E com um ruído de um trovão Estou partindo para fora (And now you apply) E partindo a casca do ovo Partiu recomeçar de novo Partindo a esperança do povo É como mais um ano novo Mais uma ação em que não me movo O que há de novo? O que há de novo? O que há de novo? O que há no ovo? Muito atrás Muito antes Muito além Nunca se sabe Pra que tanta desesperança Se a solidão é riqueza é bonança? Estar só neste universo pode não ter sido fácil Então nós multiplicamos as partes Multiplicamos sofrimentos, gritaria e confusão Será que foi tudo muito em vão? Tão fundos e profundos Os segredos da arte