Me deixei levar pelo som do vento Nobreza presa? Não, eu nunca fui de juramento Deixei meu título na poeira do tempo Pra salvar quem eu amo, eu enfrento o firmamento Sabe Tem promessas que se desfazem no silêncio E feridas que não saram mesmo com o tempo Soi Fon Você queria que eu ficasse Mas o dever que me chamava Era mais forte que os laços que criei na hierarquia das grades Me escondo entre trovões, na escuridão Mas me pergunto se escolhi o certo ou a traição Mesmo longe, eu sempre vigiei Mesmo calada, eu sempre amei Kisuke, me fala se eu ainda sou aquela que você confiou Ou só mais um vulto que o passado apagou Me leva, vento, pra onde eu não precise me explicar Se for preciso, eu corro até o céu queimar Que a tempestade caia em mim, espada Que o trovão me lave a alma Só quero paz Muita calma Não sou sombra, mas caminho entre as sombras A mais veloz, mas com saudade nas costas Cada passo no shunpō é um suspiro de saudade Dos dias que eu fui princesa, antes da liberdade Me tornei mestre do relâmpago Sem precisar de trono Lutei lado a lado com exilados, e mesmo sem perdão, fui o dono Do meu próprio destino Na guerra, na dor Fui mulher, fui raio Fui amor E se vierem de novo, com suas leis de sangue e juramento Vou mostrar que o relâmpago não se curva ao tempo Que meu corpo se move como ninguém nunca viu E que até no silêncio, o trovão rugiu Você quer me julgar? Sinta a minha pressão Sumo sem deixar sinal É a marca de Shihōin O nome que larguei Mas que ainda brilha em cada passo que dou No meio da noite, no som do trovão, eu sou Pra todos que eu deixei pra trás O Sol ainda brilha, mesmo atrás das nuvens O relâmpago nunca some Ele só espera a hora certa pra voltar a iluminar o céu