O sul do meu tempo Poema tão lindo Com erros e acertos Em prosas e rimas Cavalos e guerras, navios Gente de sangue quente Nesses campos tão frios O sul do meu tempo É flor que resiste A geada de julho Aos trancos da vida É o braço daquela guria Que no tiro de laço Firma o pulso e confia O sul do meu tempo Sou eu quando canto Quando abro meu peito e exalto este chão E assim me reconhecer aqui vou reconhecer Quando escuto meu campo No som do chamamé O sul do meu tempo Ainda é saudade Pra quem correu solto, pisando em roseta Pra quem foi feliz tendo pouco E aprendeu cedo O que é riqueza O sul do meu tempo É uma criança De bota e bombacha Que sonha e não cansa É um peão de estância que está Escrevendo sua história Para o mundo escutar O sul do meu tempo pra uns é passado É o cheiro da terra e do campo a memória São outros invernos, lembranças de um mate É um fim de tarde que ficou na história Pra outros é o hoje, o presente, o agora É semente plantada que vai florescer É um futuro de amor juntos na mesma lida O sul do meu tempo, pra todos, é vida