Pernambucana, doce cana caiana Caldo meloso, veloso, aguardente emana Cada nota, formosa morena tropicana Personagem de folclore, lenda urbana Vinda do barro, encorpada Natural, casa de taipa Oxe oxente, sotaque quente Escurece a pele e derrete a alma Adocicada igual guaiamum Num fim de tarde de Igarassu Fevereiro a gente sobe de La ursa e Papangu De cosme e Damião, Maria Bonita Me chame de Lampião Me passa teu sossego Itamaracá Daqueles que só o giro da ciranda consegue passar Lia Lia Lia Lia Lia Manuel e hoje eu refuto a tal arte de amar Olê muié rendeira, olê muié rendá Dona de toda a beleza que essa terra há de dar Olê muié rendeira, olê muié rendá Dona de toda a beleza que essa terra há de dar Dona de toda a beleza que essa terra há de dar 16 do 7 no Carmo, Barroco-rococó Rainha de Orobó, esculpido artesanato Versátil cobogó, cuidadoso bordado Talhada como a serra que decora o semiárido Conversa fluida tipo Una, Pajeú Capibaribe, Velho Chico cor de céu Leve igual literatura, com tinta e xilogravura Relato nosso conto em cada verso de um cordel Escute o silêncio dos tambores Nação Baque Virado acaba em cores O Terço se apaga a meia noite E depois eu vou te cortejar e depois e depois Intensidade frevo em ladeira Sábado de Zé Pereira Pechinchar Caruaru domingo e segunda feira Tarde tem poeira Toco tem bandeira Brasa na fogueira E São Gonzaga nos abençoando a noite inteira Olê muié rendeira, olê muié rendá Dona de toda a beleza que essa terra há de dar Olê muié rendeira, olê muié rendá Dona de toda a beleza que essa terra há de dar Olê muié rendeira, olê muié rendá Dona de toda a beleza que essa terra há de dar Olê muié rendeira, olê muié rendá Dona de toda a beleza que essa terra há de dar Dona de toda a beleza que essa terra há de dar Dona de toda a beleza que essa terra Que essa terra há de dar Pernambucana