Nem todas as histórias serão contadas Quem sabe quantas terminam afogadas Num mar de lágrimas ou num copo de bar? Tanto se desvanece pelo frio ar Outras acabam à beira da estrada Banais, identidades não encontradas Testemunhadas por olhares alheios Assim, pessoas avançam sem ponteio Quantas vidas passam sem nome? Quantos gestos somem no chão? Tantos mundos moram no homem Mas não pedem nossa atenção Nem todo fim encontra voz pra gritar Nem todo amor consegue ressuscitar Há histórias que o tempo consome Outras que o silêncio apaga o nome Num instante, o habitual respirar Esta transcendente mania de amar Intrínseca ao nobre dom da vida Por vezes, superando tantas feridas Inesperadamente torna-se turva Incerteza ao perfazer uma curva E porventura viver não seja assim? Prosseguir, prosseguir até o fim Quantas vidas passam sem nome? Quantos gestos somem no chão? Tantos mundos moram no homem Mas não pedem nossa atenção Nem todo fim encontra voz pra gritar Nem todo amor consegue ressuscitar Há histórias que o tempo consome Outras que o silêncio apaga o nome Quantas vidas passam sem nome? Quantos gestos somem no chão? Tantos mundos moram no homem Mas não pedem nossa atenção Nem todo fim encontra voz pra gritar Nem todo amor consegue ressuscitar Há histórias que o tempo consome Outras que o silêncio apaga o nome