Pode me chamar de amor, de vida Do que você quiser Sereia sedutora Da praia de Nazaré Como um pescador embarquei por inteiro Na imensidão do teu mar Sem nem saber ao certo Se um dia eu iria voltar Fisgado como um peixe Faminto que morde o anzol Busquei salvação Na luz daquele farol Em teus encantos Eu não caio mais Suas mentiras banhadas A promessas reais Cansei de ser o marinheiro Que sempre te socorre na baixa maré Me esqueça de uma vez Pois não voltarei mais A praia de Nazaré Pode me chamar de sombra, de vento Do que restar de nós Mas não me prendo mais ao canto Que ecoa nas ondas da tua voz No cais da saudade deixei meu remo E parti sem olhar pra trás O horizonte me chama com promessas De mares que não me afogarão jamais Teu perfume de sal ainda me persegue Mas já não me prende ao teu olhar Sou livre como gaivota que rasga o céu E não retorna ao mesmo lugar Pode guardar teus segredos na areia E tuas juras no luar Eu sigo firme, marinheiro só Na certeza de não mais voltar